quarta-feira, outubro 05, 2005

PNC da Toscana!

Sabe aqueles filmes dos quais todo mundo fala, mas a que você nunca assitiu? Pois é. "Sob o Sol da Toscana" era um deles. Todo mundo comentava sobre esse filme comigo, mas eu ainda não tinha assistido. Chegou a hora.

Filminho lindo, com todos os clichês: mulher independente, marido dependente e sem-vergonha, divórcio, amiga PPTO, umas piadinhas, belas paisagens da Itália.

Eu até estava gostando, achando tudo muito fofo. Aí veio a cena em que o garanhão italiano dá uma pranchada na testa da moça. Fiquei com pena dela, é óbvio, mas gostei por causa do realismo.

O filme cresceu no meu conceito. A mocinha volta para casa, com um baita galo na testa. Encontra a maluca da fonte, que vem com aquele papo de zémané de manter viva a criança que existe em você. E eu achei que ela fosse embolachar a indivídua, mas não. O filme começou a cair. Os pais da mulézinha cujos joelhos não se lembravam mais um do outro aceitam o casamento dela com o polonês abandonado só por causa de uma frase da mocinha. O filme continua a despencar. Casamento, alegria, o mocinho dizendo que a mocinha havia conseguido tudo o que havia desejado. E eu esperando que ela o mandasse à merda. Nada. E o filme caindo.

Fim: aparece um gatinho-intelectual-com-um-sorriso-omo-radiante e ela termina o filme acompanhada.

Moral do filme: uma mulher pode ser corajosa, ir para a Toscana com um grupo de gays, comprar uma vila caindo aos pedaços, tomar conta do trabalho de três poloneses, transar com um garanhã italiano no primeiro encontro, mas ela precisa terminar com alguém, porque a felicidade está aí.

PNC!




Esse é o italiano pranchador!!! E nessa hora, ela descobre que existe outra entre os lençóis do moço!

Um comentário:

Cris disse...

Aiaiai, eu qro sim ser uma guria que, no mínimo, pilota aviões...mas eu ainda preciso de um gato. Não qro deixar de precisar. Não que isso represente um sentimento de estar incompleta, mas pq com um gato posso expandir outros lados da minha personalidade, meus talentos, idéias, coisas que não teriam razão de ser sem ele.

O que acho que não dá é ficar chateada qdo agente passa por periodos solitários, achando que um homem resolveria alguns de nossos problemas, qdo na verdade, eles não podem resolver a não ser as coisas específicas relativas à paixão, beijos e tal.

Ah, sei lá...sou péssima, péssima mesmo... pra falar de problemas ou tristeza, já que qse sempre tô feliz, com gato ou sem gato.

Amei o texto!