segunda-feira, março 07, 2005
Questão de definições...
Existe algum outro dicionário por aí que eu não conheça? Algum além do seu Orélio, do seu Uáis? Só pode ser isso... que outra explicação poderia haver para as cenas que tenho vivido ultimamente? Para mim, sim sempre foi sim, não sempre foi não e mais ou menos podia ser qualquer um dos dois. Mas agora decubro que sim pode ser não, não pode ser sim e mais ou menos pode ser %$#$%¨nenhuma...
**********************************
Você encontra alguém. Você gosta desse alguém. Esse alguém demonstra interesse por você. Você e esse alguém trocam uns materiais genéticos. Você descobre que o alguém é um canalha. Fim.
Dar uma novela, não dava. Mas a dor de cotovelo é garantida.
**********************************
"_ Eu não estou namorando a fulana! Só trocamos uns beijos, convidei-a para assistir à corrida na minha casa, levei-a para passear de lancha... mas não está rolando nada!
_ E ela sabe disso?"
***********************************
**********************************
Você encontra alguém. Você gosta desse alguém. Esse alguém demonstra interesse por você. Você e esse alguém trocam uns materiais genéticos. Você descobre que o alguém é um canalha. Fim.
Dar uma novela, não dava. Mas a dor de cotovelo é garantida.
**********************************
"_ Eu não estou namorando a fulana! Só trocamos uns beijos, convidei-a para assistir à corrida na minha casa, levei-a para passear de lancha... mas não está rolando nada!
_ E ela sabe disso?"
***********************************
segunda-feira, fevereiro 14, 2005
A eterna guerra dos sexos
O relacionamento entre o homem e a mulher é uma eterna guerra dos sexos. E é mesmo, descarada. Vivemos competindo. Em tudo. E mesmo quando não estamos nos relacionando, ainda assim, competimos. Quer ver?
Hoje eu encontrei um antigo namorado no shopping. Antigo mesmo, de uns 12 anos atrás. Namoramos um certo tempo e eu terminei com ele pra ficar com outro, pelo qual achava estar loucamente apaixonada. Tinha 19 anos na época.
Depois que me dei mal com o novo namorado, nos reencontramos e resolvemos sair de novo. Saímos, foi péssimo e ele me dispensou. Beleza, bem-feito.
Depois disso, nunca mais nos falamos. Eu o vi umas 3 ou 4 vezes durante todos esses anos, passando na rua, no shopping ou num barzinho qualquer. Não sei porque, hoje, quando o vi passando por mim, resolvi chamá-lo.
Vi que ele ficou surpreso, mas contente. Começamos a conversar. A conversa ia bem até que começamos a falar sobre nossas vidas. Ele também está casado, com um filho de sete anos. Eu estou casada pela segunda vez e sem filhos. Pronto.
Ele queria me convencer, sutilmente, de que estava melhor do que eu, porque ele tinha um filho e estava casado com a mesma mulher há sete anos. Eu tentando explicar pra ele que não era muito chegada na idéia de ser mãe, que minha vida está ótima sem crianças por perto e que o fato de ser casada pela segunda vez não fazia de mim um fracasso em termos de relacionamento.
Estávamos competindo pra ver quem estava melhor sem o outro.
De vez em quando eu escorrego e faço umas dessas... Ridículo, não?
Hoje eu encontrei um antigo namorado no shopping. Antigo mesmo, de uns 12 anos atrás. Namoramos um certo tempo e eu terminei com ele pra ficar com outro, pelo qual achava estar loucamente apaixonada. Tinha 19 anos na época.
Depois que me dei mal com o novo namorado, nos reencontramos e resolvemos sair de novo. Saímos, foi péssimo e ele me dispensou. Beleza, bem-feito.
Depois disso, nunca mais nos falamos. Eu o vi umas 3 ou 4 vezes durante todos esses anos, passando na rua, no shopping ou num barzinho qualquer. Não sei porque, hoje, quando o vi passando por mim, resolvi chamá-lo.
Vi que ele ficou surpreso, mas contente. Começamos a conversar. A conversa ia bem até que começamos a falar sobre nossas vidas. Ele também está casado, com um filho de sete anos. Eu estou casada pela segunda vez e sem filhos. Pronto.
Ele queria me convencer, sutilmente, de que estava melhor do que eu, porque ele tinha um filho e estava casado com a mesma mulher há sete anos. Eu tentando explicar pra ele que não era muito chegada na idéia de ser mãe, que minha vida está ótima sem crianças por perto e que o fato de ser casada pela segunda vez não fazia de mim um fracasso em termos de relacionamento.
Estávamos competindo pra ver quem estava melhor sem o outro.
De vez em quando eu escorrego e faço umas dessas... Ridículo, não?
sexta-feira, fevereiro 11, 2005
O Príncipe e a Perereca
Tudo bem, ela é feia*.
Tudo bem, ela é mais velha.
Tudo bem, a ex era elegante de chorar.
Tudo bem, ela não vai poder ser majestade.
No meio de tudo isso, recuso-me a acreditar que as pessoas que levantam bandeiras contra a supervalorização da aparência estejam achando isso tudo um absurdo. Afinal, não era isso que queríamos ver? Um amor de verdade, que vence as regras sociais e reais, que supera o tempo, que se fortalece.
Tudo bem que é meio nojento, mas até hoje ninguém quis ser o meu Tampax. Tenho que tirar o chapéu para essa mulher, apesar de achar que, para agradar "àquele" príncipe, não deve ser necessário ser uma expert... será que ela chupa umbigo pelo avesso?
Well... vou separar o meu vestido de brocado e, no dia do casamento, vou fazer um brinde em nome do amor de verdade, do dia em que o príncipe beijou a perereca. Ela continuou perereca, mas ele pensou: "Humpf, e daí?".

*Vamos combinar que ele não fica atrás...
Tudo bem, ela é mais velha.
Tudo bem, a ex era elegante de chorar.
Tudo bem, ela não vai poder ser majestade.
No meio de tudo isso, recuso-me a acreditar que as pessoas que levantam bandeiras contra a supervalorização da aparência estejam achando isso tudo um absurdo. Afinal, não era isso que queríamos ver? Um amor de verdade, que vence as regras sociais e reais, que supera o tempo, que se fortalece.
Tudo bem que é meio nojento, mas até hoje ninguém quis ser o meu Tampax. Tenho que tirar o chapéu para essa mulher, apesar de achar que, para agradar "àquele" príncipe, não deve ser necessário ser uma expert... será que ela chupa umbigo pelo avesso?
Well... vou separar o meu vestido de brocado e, no dia do casamento, vou fazer um brinde em nome do amor de verdade, do dia em que o príncipe beijou a perereca. Ela continuou perereca, mas ele pensou: "Humpf, e daí?".
*Vamos combinar que ele não fica atrás...
quarta-feira, fevereiro 02, 2005
Na praia, todas as bundas são... bundas
Estive na praia nas minhas férias. Mas especificamente em Cabo Frio. Linda praia. Adorei.
Aproveitei a oportunidade para fazer uma observação de campo. Não há lugar melhor para comprovar a tese da supervalorização da beleza plástica do que em uma praia, onde as pessoas andam quase peladas.
Fiquei olhando grupos de homens e de mulheres, grupos mistos, grupos indefinidos e cheguei às seguintes conclusões:
1) Nada mais democrático do que a celulite. Não escolhe idade, peso, raça, credo, cor de cabelo;
2) Vive mais feliz quem sofre de surdez seletiva. Quem dá ouvidos às críticas ferinas dos outros corre o risco de nunca conseguir entrar na praia de costas para a areia. Tem que entrar tipo caranguejo. E de canga;
3) Moda só existe na televisão e nas revistas. Na prática, vai o que dá mais conforto, dane-se se o culote fica evidente, ou se o decote não favorece seios fartos;
4) Homens, por favor, não usem sunguinhas cavadas. Sei que existem pessoas más no mundo, mas nem todas merecem esse castigo;
5) Pessoas que levam cachorros para praias muito freqüentadas deviam ser presas;
6) Agora, o mais importante:
Existem dietas mirabolantes. Exercícios puxados, novas modalidades de ginástica nas academias. Pílulas milagrosas. Cirurgias salvadoras.
Mas, na real, apenas duas "substâncias" funcionam 100%: ser feliz e amar.
Vi corpos perfeitos abraçados, como se estivessem em meio a um naufrágio, a corpos muito mal-acabados. Altos com baixos, magros com gordos, negros com brancos, lindos com feios, mais-ou-menos com mais-ou-menos... e todos estavam felizes. E muitos estavam com tesão. Por outros corpos portadores de barriguinha, estrias, celulites, culotes, flacidez...
Resumo: o pior é ter celulite no cérebro... aí, não há drenagem que resolva...
Aproveitei a oportunidade para fazer uma observação de campo. Não há lugar melhor para comprovar a tese da supervalorização da beleza plástica do que em uma praia, onde as pessoas andam quase peladas.
Fiquei olhando grupos de homens e de mulheres, grupos mistos, grupos indefinidos e cheguei às seguintes conclusões:
1) Nada mais democrático do que a celulite. Não escolhe idade, peso, raça, credo, cor de cabelo;
2) Vive mais feliz quem sofre de surdez seletiva. Quem dá ouvidos às críticas ferinas dos outros corre o risco de nunca conseguir entrar na praia de costas para a areia. Tem que entrar tipo caranguejo. E de canga;
3) Moda só existe na televisão e nas revistas. Na prática, vai o que dá mais conforto, dane-se se o culote fica evidente, ou se o decote não favorece seios fartos;
4) Homens, por favor, não usem sunguinhas cavadas. Sei que existem pessoas más no mundo, mas nem todas merecem esse castigo;
5) Pessoas que levam cachorros para praias muito freqüentadas deviam ser presas;
6) Agora, o mais importante:
Existem dietas mirabolantes. Exercícios puxados, novas modalidades de ginástica nas academias. Pílulas milagrosas. Cirurgias salvadoras.
Mas, na real, apenas duas "substâncias" funcionam 100%: ser feliz e amar.
Vi corpos perfeitos abraçados, como se estivessem em meio a um naufrágio, a corpos muito mal-acabados. Altos com baixos, magros com gordos, negros com brancos, lindos com feios, mais-ou-menos com mais-ou-menos... e todos estavam felizes. E muitos estavam com tesão. Por outros corpos portadores de barriguinha, estrias, celulites, culotes, flacidez...
Resumo: o pior é ter celulite no cérebro... aí, não há drenagem que resolva...
segunda-feira, janeiro 24, 2005
Traição ao quadrado...
Ela entrou na minha sala aos prantos. Com cinco anos de casada, feliz, haviam acabado de comprar um apartamento, viajaram de férias, como isso podia ter acontecido?
Ela descobriu tudo ao chegar de surpresa de uma viagem de trabalho. Foi um flagrante e tanto. Depois, pensando melhor, viu como tinha sido estúpida por tanto tempo. Tudo sempre esteve diante dos seus olhos. Ela que nunca quis ver.
Agora os dois estavam lá, viajando, divertindo-se no exterior, enquanto ela estava aqui, devastada, sem conseguir comer, dormir e até tinha sido demitida do emprego, porque não conseguia trabalhar. Só chorava.
Sabia que eles tinham se conhecido antes do seu casamento. Ela achava que eram apenas amigos. Fora isso que ele sempre dissera, que eram bons amigos.
Como ela não havia desconfiado antes? Até mesmo naquela ocasião em que ele viajara a trabalho e lá eles se encontraram "sem querer". E ele só lhe contara quando ela achou uma foto deles sentados num bar na beira da praia. Ela se lembra dele gaguejando: "Pois é, nem te contei, olha que coincidência, estávamos os dois lá a trabalho".
Burra, burra, burra, burra.
E o pior: ela estava planejando ter um filho e como seu marido tinha poucos amigos e familiares, ela até cogitara chamá-lo para ser o padrinho.
Sim, ele...
Ela descobriu tudo ao chegar de surpresa de uma viagem de trabalho. Foi um flagrante e tanto. Depois, pensando melhor, viu como tinha sido estúpida por tanto tempo. Tudo sempre esteve diante dos seus olhos. Ela que nunca quis ver.
Agora os dois estavam lá, viajando, divertindo-se no exterior, enquanto ela estava aqui, devastada, sem conseguir comer, dormir e até tinha sido demitida do emprego, porque não conseguia trabalhar. Só chorava.
Sabia que eles tinham se conhecido antes do seu casamento. Ela achava que eram apenas amigos. Fora isso que ele sempre dissera, que eram bons amigos.
Como ela não havia desconfiado antes? Até mesmo naquela ocasião em que ele viajara a trabalho e lá eles se encontraram "sem querer". E ele só lhe contara quando ela achou uma foto deles sentados num bar na beira da praia. Ela se lembra dele gaguejando: "Pois é, nem te contei, olha que coincidência, estávamos os dois lá a trabalho".
Burra, burra, burra, burra.
E o pior: ela estava planejando ter um filho e como seu marido tinha poucos amigos e familiares, ela até cogitara chamá-lo para ser o padrinho.
Sim, ele...
quarta-feira, janeiro 19, 2005
Pequeno Manual de Relacionamentos
(da série Definições Personalíssimas)
Eu não tomo a iniciativa. Nunca, em tempo algum, a respeito do que quer que seja. Por mais vontade que eu tenha. E sim, pago um preço por isso, mas não pretendo mudar.
Não tenho o hábito de telefonar nem para meus amigos, que dirá para o resto da humanidade.
Odeio mentiras. Posso até relevar, mas vai demorar um tempo imenso para recuperar minha confiança novamente. É que confio facilmente nas pessoas, só que deixo de confiar mais facilmente ainda.
Não me disponho a namorar com freqüência. Quando o faço, é porque estou esperando algo mais que uma mera companhia ocasional – isso, tenho com meus amigos, obrigada.
Duvido de declarações de amor que chegam rápido demais.
Não acredito em amor à primeira vista.
Não me apaixono facilmente. Aliás, quase nunca me apaixono. E detesto quando acontece.
Não estou atrás do homem-perfeito, o Mr. Big ou o príncipe encantado. Já passei dessa fase.
Não quero uma "alma gêmea". A vida seria muito chata com alguém igualzinho. Quero crescer com as diferenças.
Meus amigos existem antes de qualquer cidadão, e pretendo que continuem a existir depois. Não os troco. Que ninguém tente impor-me "escolhas".
Dinheiro não é tudo no mundo, mas um-amor-e-uma-cabana só dá certo em filmes água-com-açúcar. E olhe lá.
Sou territorial. Detesto que invadam meu espaço. Isso inclui bater na minha porta sem nem ligar antes, ou aparecer no serviço de surpresa. Essas coisas só são legais numa relação que já ultrapassou há muito o ponto inicial.
Não divido conta de motel, em hipótese alguma. Meu feminismo não vai tão longe.
Gosto demais da minha liberdade. Não aceito carona nos primeiros encontros. E também não quero ninguém de carona comigo. Desejo chegar e sair na hora em que bem entender.
Nada de "rapidinha". Se é isso que o cara pretende, que vá atrás de uma profissional.
Não quero que me levem a sério demais, porque nem eu mesma o faço. Só que, quando me der ao trabalho de falar que uma coisa ou sentimento são sérios, espero que não façam pouco caso.
Não suporto homem "pegajoso", daqueles que ligam até quando não têm assunto.
Não tenho paciência com gente ciumenta. Eu sou ciumenta. E possessiva. Mas mantenho-me sob controle e espero o mesmo.
Beleza ajuda, mas, contrariando o Poetinha, inteligência é que é fundamental.
Sim, eu sei ser romântica. Gosto do romantismo. Só que há tempo e lugar certos para ele.
Eu não tomo a iniciativa. Nunca, em tempo algum, a respeito do que quer que seja. Por mais vontade que eu tenha. E sim, pago um preço por isso, mas não pretendo mudar.
Não tenho o hábito de telefonar nem para meus amigos, que dirá para o resto da humanidade.
Odeio mentiras. Posso até relevar, mas vai demorar um tempo imenso para recuperar minha confiança novamente. É que confio facilmente nas pessoas, só que deixo de confiar mais facilmente ainda.
Não me disponho a namorar com freqüência. Quando o faço, é porque estou esperando algo mais que uma mera companhia ocasional – isso, tenho com meus amigos, obrigada.
Duvido de declarações de amor que chegam rápido demais.
Não acredito em amor à primeira vista.
Não me apaixono facilmente. Aliás, quase nunca me apaixono. E detesto quando acontece.
Não estou atrás do homem-perfeito, o Mr. Big ou o príncipe encantado. Já passei dessa fase.
Não quero uma "alma gêmea". A vida seria muito chata com alguém igualzinho. Quero crescer com as diferenças.
Meus amigos existem antes de qualquer cidadão, e pretendo que continuem a existir depois. Não os troco. Que ninguém tente impor-me "escolhas".
Dinheiro não é tudo no mundo, mas um-amor-e-uma-cabana só dá certo em filmes água-com-açúcar. E olhe lá.
Sou territorial. Detesto que invadam meu espaço. Isso inclui bater na minha porta sem nem ligar antes, ou aparecer no serviço de surpresa. Essas coisas só são legais numa relação que já ultrapassou há muito o ponto inicial.
Não divido conta de motel, em hipótese alguma. Meu feminismo não vai tão longe.
Gosto demais da minha liberdade. Não aceito carona nos primeiros encontros. E também não quero ninguém de carona comigo. Desejo chegar e sair na hora em que bem entender.
Nada de "rapidinha". Se é isso que o cara pretende, que vá atrás de uma profissional.
Não quero que me levem a sério demais, porque nem eu mesma o faço. Só que, quando me der ao trabalho de falar que uma coisa ou sentimento são sérios, espero que não façam pouco caso.
Não suporto homem "pegajoso", daqueles que ligam até quando não têm assunto.
Não tenho paciência com gente ciumenta. Eu sou ciumenta. E possessiva. Mas mantenho-me sob controle e espero o mesmo.
Beleza ajuda, mas, contrariando o Poetinha, inteligência é que é fundamental.
Sim, eu sei ser romântica. Gosto do romantismo. Só que há tempo e lugar certos para ele.
domingo, janeiro 09, 2005
UM DIA NA VIDA DE LAURA
Laura acordou, após mais uma noite de balada forte. Havia chegado em casa lá pelas 5 da manhã, meio tonta, (mal) acompanhada e sem lembrar de muita coisa.
Já passava do meio-dia, sua companhia já tinha ido embora e o cheiro forte de bebida e cigarros impregnavam seu quarto, causando-lhe um forte enjôo.
Enquanto tomava um banho quente ficou pensando naquela noite, igual à muitas outras anteriores. Fazia um bom tempo que essa rotina tomara-lhe a vida. Trabalho, barzinho, balada, bebida, sexo... e tudo de novo.
Sentiu-se cansada. Queria mudar. Arrumar um namoradinho, cinema, tv, pipoca, almoço em família, essas coisas. Resolveu passar na casa da irmã mais velha durante o almoço pra conversar um pouco antes de ir trabalhar.
Chegando lá, a irmã atendeu a porta apressada, "o bebê está chorando, preciso amamentar". Há pouco mais de 2 meses Laura tinha um novo sobrinho. O mais novo de outros 3. A irmã, de licença maternidade, desdobrava-se para cuidar dos filhos e da casa, enquanto o marido trabalhava o dia todo numa repartição pública.
Sentou-se calada na mesa da cozinha enquanto ouvia a irmã. A casa, meio bagunçada, com crianças correndo por todos os lados, o almoço por fazer, a irmã, ainda meio gorducha da gravidez, amamentando o bebê e falando ao telefone com o síndico do prédio sobre um vazamento no teto do banheiro.
O cunhado, ao chegar para o almoço, deu, como sempre, aquela "checada" em Laura, de cima abaixo. Sempre achara o cunhado meio cafa, mas sua irmã o amava...paciência.
Depois que o bebê dormiu, as crianças comeram e se acalmaram e o cunhado voltara para o trabalho, Laura e a irmã se sentaram para conversar. "Você é que tem sorte", disse a irmã. "Não tem preocupações, família, filhos, horários. Aproveita essa tua vida de solteira, depois é só declínio".
Perguntou se a irmã era feliz. "Ué... sou né?". Notou o tom de desespero na voz. Se despediu sem dizer o que realmente queria e foi trabalhar.
Durante o caminho o celular tocou. Era a turma da balada, armando mais uma noite como as outras. Ficou olhando fixamente para o visor do celular, pensando...
Por fim, atendeu...
Já passava do meio-dia, sua companhia já tinha ido embora e o cheiro forte de bebida e cigarros impregnavam seu quarto, causando-lhe um forte enjôo.
Enquanto tomava um banho quente ficou pensando naquela noite, igual à muitas outras anteriores. Fazia um bom tempo que essa rotina tomara-lhe a vida. Trabalho, barzinho, balada, bebida, sexo... e tudo de novo.
Sentiu-se cansada. Queria mudar. Arrumar um namoradinho, cinema, tv, pipoca, almoço em família, essas coisas. Resolveu passar na casa da irmã mais velha durante o almoço pra conversar um pouco antes de ir trabalhar.
Chegando lá, a irmã atendeu a porta apressada, "o bebê está chorando, preciso amamentar". Há pouco mais de 2 meses Laura tinha um novo sobrinho. O mais novo de outros 3. A irmã, de licença maternidade, desdobrava-se para cuidar dos filhos e da casa, enquanto o marido trabalhava o dia todo numa repartição pública.
Sentou-se calada na mesa da cozinha enquanto ouvia a irmã. A casa, meio bagunçada, com crianças correndo por todos os lados, o almoço por fazer, a irmã, ainda meio gorducha da gravidez, amamentando o bebê e falando ao telefone com o síndico do prédio sobre um vazamento no teto do banheiro.
O cunhado, ao chegar para o almoço, deu, como sempre, aquela "checada" em Laura, de cima abaixo. Sempre achara o cunhado meio cafa, mas sua irmã o amava...paciência.
Depois que o bebê dormiu, as crianças comeram e se acalmaram e o cunhado voltara para o trabalho, Laura e a irmã se sentaram para conversar. "Você é que tem sorte", disse a irmã. "Não tem preocupações, família, filhos, horários. Aproveita essa tua vida de solteira, depois é só declínio".
Perguntou se a irmã era feliz. "Ué... sou né?". Notou o tom de desespero na voz. Se despediu sem dizer o que realmente queria e foi trabalhar.
Durante o caminho o celular tocou. Era a turma da balada, armando mais uma noite como as outras. Ficou olhando fixamente para o visor do celular, pensando...
Por fim, atendeu...
sexta-feira, janeiro 07, 2005
Tá bom, tá bom!
quarta-feira, janeiro 05, 2005
AINDA VIVAS
Sim, ainda vivas. Embora ausentes por um breve período, as escritoras desse blog ainda vivem.
Devemos explicações, sabemos. E as daremos, em breve.
As moçoilas andaram se dispersando, como podem notar. Poucos posts. Muito sumiço.
Uma se jogou na vida boêmia, na noite brasiliense, hábitos desregrados, mesmo insistindo em dizer que não.
A outra recebeu a irmã que veio de férias das "uropa", esqueceu das amigas, foi pro Rio de Janeiro ficar neguinha e não quer saber de outra vida.
E por fim, a terceira, que se casou recentemente, só quis saber da lua-de-mel com o marido, praia, camarão, mergulho e esqueceu até como se liga um computador.
Mas essa bagunça vai ter fim. Ah, vai mesmo! Vou colocar ordem nesse cortiço debaixo de "peia", vocês vão ver.
Me aguardem, que a mulher voltou do Sul braba que só...
Devemos explicações, sabemos. E as daremos, em breve.
As moçoilas andaram se dispersando, como podem notar. Poucos posts. Muito sumiço.
Uma se jogou na vida boêmia, na noite brasiliense, hábitos desregrados, mesmo insistindo em dizer que não.
A outra recebeu a irmã que veio de férias das "uropa", esqueceu das amigas, foi pro Rio de Janeiro ficar neguinha e não quer saber de outra vida.
E por fim, a terceira, que se casou recentemente, só quis saber da lua-de-mel com o marido, praia, camarão, mergulho e esqueceu até como se liga um computador.
Mas essa bagunça vai ter fim. Ah, vai mesmo! Vou colocar ordem nesse cortiço debaixo de "peia", vocês vão ver.
Me aguardem, que a mulher voltou do Sul braba que só...
terça-feira, dezembro 07, 2004
Ai, ai... que me perdoem os mais modernos, os de vanguarda, mas bons tempos aqueles em que nós mulheres só recebíamos as seguintes denominações em termos de relacionamento com alguém do sexo oposto (ou não):
a) namorada;
b) noiva;
c) esposa;
d) irmã;
e) paquera;
f) caso;
g) amante;
h) amizade colorida;
i) destruidora de lares;
j) arruinadora de futuros;
k) pistoleira;
l) etc;
m) etc;
n) etc.
Eis que, um dia, um desocupado qualquer, que com certeza não precisava depilar a perna, nem tirar a sobrancelha ou retocar as raízes, criou o famigerado termo “amiga”. É claro que já éramos amigas de alguns homens, mas não é a essa amiga que eu estou me referindo. É àquela “amiga”, que normalmente vem acompanhada de um levantar de sobrancelhas e de um mudar de assunto imediatamente:
– Fulano, essa aqui é a Sicrana, minha... amiga! (Esqueci que tem também a pausa antes da palavra, como uma expectativa de levar um soco...)
Vamos rever o caso:
Você sai com o tipo umas cinco vezes seguidas... e é amiga;
Você diz para os seus amigos que conheceu alguém especial... e esse alguém chama você de amiga na frente de todo mundo;
Você troca com o tipo beijos que equivaleriam a uma videolaringoscopia, na presença de um monte de gente... mas é só amiga;
Se você não atende aos telefonemas do tipo, ele se acha no direito de fazer um interrogatório completo... e você continua sendo só amiga;
Sua mãe vê você chegando em casa, de madrugada, meio torta, com a roupa amassada e o batom borrado... e você tem que dizer que estava cumprindo seu papel de amiga;
Você faz todas as posições do Kama Sutra que são possíveis, correndo o risco de distender um músculo, claro que na companhia do tipo... mas isso toda amiga faz.
Resumindo a ópera: estou lançando a campanha
AMIGA É A PQP!!!
E PNC para todos os homens que insistem em ter “amigas”!
*Antes que algum homem venha dizer que é uma relação de mão dupla, vou logo avisando que estou falando de uma situação específica... não se façam de samambaias!
a) namorada;
b) noiva;
c) esposa;
d) irmã;
e) paquera;
f) caso;
g) amante;
h) amizade colorida;
i) destruidora de lares;
j) arruinadora de futuros;
k) pistoleira;
l) etc;
m) etc;
n) etc.
Eis que, um dia, um desocupado qualquer, que com certeza não precisava depilar a perna, nem tirar a sobrancelha ou retocar as raízes, criou o famigerado termo “amiga”. É claro que já éramos amigas de alguns homens, mas não é a essa amiga que eu estou me referindo. É àquela “amiga”, que normalmente vem acompanhada de um levantar de sobrancelhas e de um mudar de assunto imediatamente:
– Fulano, essa aqui é a Sicrana, minha... amiga! (Esqueci que tem também a pausa antes da palavra, como uma expectativa de levar um soco...)
Vamos rever o caso:
Você sai com o tipo umas cinco vezes seguidas... e é amiga;
Você diz para os seus amigos que conheceu alguém especial... e esse alguém chama você de amiga na frente de todo mundo;
Você troca com o tipo beijos que equivaleriam a uma videolaringoscopia, na presença de um monte de gente... mas é só amiga;
Se você não atende aos telefonemas do tipo, ele se acha no direito de fazer um interrogatório completo... e você continua sendo só amiga;
Sua mãe vê você chegando em casa, de madrugada, meio torta, com a roupa amassada e o batom borrado... e você tem que dizer que estava cumprindo seu papel de amiga;
Você faz todas as posições do Kama Sutra que são possíveis, correndo o risco de distender um músculo, claro que na companhia do tipo... mas isso toda amiga faz.
Resumindo a ópera: estou lançando a campanha
AMIGA É A PQP!!!
E PNC para todos os homens que insistem em ter “amigas”!
*Antes que algum homem venha dizer que é uma relação de mão dupla, vou logo avisando que estou falando de uma situação específica... não se façam de samambaias!
sexta-feira, novembro 26, 2004
Vai caiiiirrrr...
É fato que existe um problema de comunicação entre homens e mulheres. Mas quero contribuir com uma nova teoria sobre o assunto. O ó do borogodó é que a comunicação existe, sim, mas falha nos momentos mais importantes. É como se estivéssemos falando ao celular e nossa vida estivesse cheia de túneis. Ou, como acontece com muita freqüência, fingimos que estamos entrando em um túnel só para poder interromper a ligação...
– Jorge Augusto, eu vou embora!
– Hãnhãn...
– Jorge Augusto, você escutou o que eu disse? Eu já vou!
– Hãnhãn...
– Para sempre, Jorge Augusto, não volto mais...
– Hãnhãn...
– Estou levando minha mala. E não vou para a casa da mamãe. Não digo para onde vou.
– Hãnhãn...
– Já estou no meio da sala, Jorge Augusto. Você vai continuar olhando para a televisão?
– Hãnhãn...
– Minha mão já está na maçaneta, Jorge Augusto. Já dei a primeira volta na chave...
– Hãnhãn...
– Já abri a porta, Jorge Augusto. Se eu colocar um pé para fora deste apartamento, não volto mais...
– Hãnhãn...
– Jorge Augusto, você está me ouvindo?
– Hãnhãn...
– Tudo bem, já foi um pé. Se eu colocar o outro, aí acabou!
– Hãnhãn...
– A-C-A-B-O-U, Jorge Augusto, do verbo "não existe mais", pretérito, passado...
– Hãnhãn...
– Você sempre foi fraco em português, né? Como eu vou explicar isso para as minhas amigas? "Meu casamento acabou, fulana, porque o meu marido não sabe interpretar os meus textos..." Que absurdo, Jorge Augusto!
– Hãnhãn...
– Tchau, adios, bye...
– Hãnhãn...
Barulho da porta fechando
Porta abrindo devagar
– Falou alguma coisa, Jorge Augusto?
– Ãhn?
– Quer conversar, discutir a relação?
– Posso pedir uma coisa?
– Claro...
– Traz pão quando você voltar?
Estrondo da porta batendo.
Porta abrindo.
– Francês?
– Hãnhãn...
– Jorge Augusto, eu vou embora!
– Hãnhãn...
– Jorge Augusto, você escutou o que eu disse? Eu já vou!
– Hãnhãn...
– Para sempre, Jorge Augusto, não volto mais...
– Hãnhãn...
– Estou levando minha mala. E não vou para a casa da mamãe. Não digo para onde vou.
– Hãnhãn...
– Já estou no meio da sala, Jorge Augusto. Você vai continuar olhando para a televisão?
– Hãnhãn...
– Minha mão já está na maçaneta, Jorge Augusto. Já dei a primeira volta na chave...
– Hãnhãn...
– Já abri a porta, Jorge Augusto. Se eu colocar um pé para fora deste apartamento, não volto mais...
– Hãnhãn...
– Jorge Augusto, você está me ouvindo?
– Hãnhãn...
– Tudo bem, já foi um pé. Se eu colocar o outro, aí acabou!
– Hãnhãn...
– A-C-A-B-O-U, Jorge Augusto, do verbo "não existe mais", pretérito, passado...
– Hãnhãn...
– Você sempre foi fraco em português, né? Como eu vou explicar isso para as minhas amigas? "Meu casamento acabou, fulana, porque o meu marido não sabe interpretar os meus textos..." Que absurdo, Jorge Augusto!
– Hãnhãn...
– Tchau, adios, bye...
– Hãnhãn...
Barulho da porta fechando
Porta abrindo devagar
– Falou alguma coisa, Jorge Augusto?
– Ãhn?
– Quer conversar, discutir a relação?
– Posso pedir uma coisa?
– Claro...
– Traz pão quando você voltar?
Estrondo da porta batendo.
Porta abrindo.
– Francês?
– Hãnhãn...
quinta-feira, novembro 18, 2004
Nada é como deveria ser
Você é uma mulher de 29 anos. Bonita, simpática, não tem uma inteligência lá muito acima da média, mas dá pro gasto. Formada, mora sozinha, tem um cargo público e um salário excelente. Tem grana pra gastar e gosta de balada.
Ele é um menino ainda. 21 anos, bonito, engraçado, cheio da lábia. É de uma família boa mas faz uma faculdade tabajara, só pros pais não encherem o saco. Playboy, gosta de coisas caras, mas trabalha de estagiário pra descolar o do chopinho de fim de semana. Filhinho de mamãe e está de olho em você.
Vocês ficam. Foi bom. Ficam de novo. Começam a namorar. As amigas já estranham pela diferença de idade. Além disso, é um moleque, não trabalha, nem sabe o que quer da vida. Você nem aí. Apaixonou-se.
Isso aconteceu há 6 anos atrás. Hoje vocês continuam namorando.
Tiveram uma linda filha. E continuam namorando.
Fizeram 6 anos juntos. E continuam namorando.
Ele vive dormindo na sua casa. E continuam namorando.
Ele já se formou na faculdade e trabalha com o pai, já estabelecido no mercado. E continuam namorando.
Ele já te chifrou e você sabe disso. E continuam namorando.
Você ganha muuuito melhor do que ele e sustenta seus luxos, viagens de férias e presentes. E continuam namorando.
Você está com 35 anos. Ele com 27. E continuam namorando.
Ele não gosta mais de balada, manda você calar a boca e te chama de burra na frente dos amigos. E continuam namorando.
A mãe dele acha que manda em você. E continuam namorando.
Todo mundo fala que ele não te ama, só te usa. E continuam namorando.
...
Falei lá em cima que sua inteligência não é lá muito acima da média?
Enganei-me... Não há vida inteligente dentro desse seu corpo...
P.S.: Como todas as que conto aqui, essa é mais uma história verídica...
Ele é um menino ainda. 21 anos, bonito, engraçado, cheio da lábia. É de uma família boa mas faz uma faculdade tabajara, só pros pais não encherem o saco. Playboy, gosta de coisas caras, mas trabalha de estagiário pra descolar o do chopinho de fim de semana. Filhinho de mamãe e está de olho em você.
Vocês ficam. Foi bom. Ficam de novo. Começam a namorar. As amigas já estranham pela diferença de idade. Além disso, é um moleque, não trabalha, nem sabe o que quer da vida. Você nem aí. Apaixonou-se.
Isso aconteceu há 6 anos atrás. Hoje vocês continuam namorando.
Tiveram uma linda filha. E continuam namorando.
Fizeram 6 anos juntos. E continuam namorando.
Ele vive dormindo na sua casa. E continuam namorando.
Ele já se formou na faculdade e trabalha com o pai, já estabelecido no mercado. E continuam namorando.
Ele já te chifrou e você sabe disso. E continuam namorando.
Você ganha muuuito melhor do que ele e sustenta seus luxos, viagens de férias e presentes. E continuam namorando.
Você está com 35 anos. Ele com 27. E continuam namorando.
Ele não gosta mais de balada, manda você calar a boca e te chama de burra na frente dos amigos. E continuam namorando.
A mãe dele acha que manda em você. E continuam namorando.
Todo mundo fala que ele não te ama, só te usa. E continuam namorando.
...
Falei lá em cima que sua inteligência não é lá muito acima da média?
Enganei-me... Não há vida inteligente dentro desse seu corpo...
P.S.: Como todas as que conto aqui, essa é mais uma história verídica...
sexta-feira, novembro 12, 2004
Um golpe de mestre
Eu gosto de compartilhar essa passagem da minha vida porque é uma chance que tenho de ser didática. Presta bem atenção, e depois me conta se anta não tem mais é que pastar mesmo...
A historinha é sobre um triângulo amoroso e odioso. E sobre a engenhosidade de um "figura".
Eles namoravam. Eu cheguei depois ao contexto. E eles pararam de namorar. Aí, eu e ele namoramos. Mas ela era ciumenta, daquelas barraqueiras mesmo, sacumé? E eu vivi dias de personagem de Nelson Rodrigues, sendo chamada de "bonita" para baixo. Ela me colocou em cada situação... ia para o meu prédio e ficava gritando coisas lindas para mim. Colocava faixas na entrada da quadra com o meu nome e o meu telefone, anunciando programa. Enfim, tornava a minha vida um carrossel de emoções...
Um dia, o meu namoro acabou. E eu ouvi alguém dizer que, depois de uns meses, eles estavam juntos de novo. Aí é que eu comecei a descobrir que sou um fracasso como mulher vingativa. Pensei: "Vou atormentar a perua um pouquinho". E, sabendo que ele ainda tinha uma queda por mim, fui procurá-lo. Fiquei me achando a última coca-cola do deserto, a última folha da alcachofra. Meu ódio será tua herança... minha vingança se concretizou... hehehehe...
But, como eu disse no início, anta tem mais é que pastar. O buraco era mais embaixo. Olha só a capacidade do mancebo: ele ficava comigo e dizia que estava namorando a outra. Eu, para me vingar, metia o chifre na mocinha. Só que ele dizia a mesma coisa para ela. E ela ficava feliz por me enganar. Se eu o visse com ela, beleza, eles eram namorados. Se ela o visse comigo, dava um jeito de se esconder, porque ela era a outra... e, quando ele não queria ficar com nenhuma das duas, inventava uma mentira e ficava com uma terceira...
Tudo bem, mentir não é bonito. Mas eu tiro o chapéu para ele.
A historinha é sobre um triângulo amoroso e odioso. E sobre a engenhosidade de um "figura".
Eles namoravam. Eu cheguei depois ao contexto. E eles pararam de namorar. Aí, eu e ele namoramos. Mas ela era ciumenta, daquelas barraqueiras mesmo, sacumé? E eu vivi dias de personagem de Nelson Rodrigues, sendo chamada de "bonita" para baixo. Ela me colocou em cada situação... ia para o meu prédio e ficava gritando coisas lindas para mim. Colocava faixas na entrada da quadra com o meu nome e o meu telefone, anunciando programa. Enfim, tornava a minha vida um carrossel de emoções...
Um dia, o meu namoro acabou. E eu ouvi alguém dizer que, depois de uns meses, eles estavam juntos de novo. Aí é que eu comecei a descobrir que sou um fracasso como mulher vingativa. Pensei: "Vou atormentar a perua um pouquinho". E, sabendo que ele ainda tinha uma queda por mim, fui procurá-lo. Fiquei me achando a última coca-cola do deserto, a última folha da alcachofra. Meu ódio será tua herança... minha vingança se concretizou... hehehehe...
But, como eu disse no início, anta tem mais é que pastar. O buraco era mais embaixo. Olha só a capacidade do mancebo: ele ficava comigo e dizia que estava namorando a outra. Eu, para me vingar, metia o chifre na mocinha. Só que ele dizia a mesma coisa para ela. E ela ficava feliz por me enganar. Se eu o visse com ela, beleza, eles eram namorados. Se ela o visse comigo, dava um jeito de se esconder, porque ela era a outra... e, quando ele não queria ficar com nenhuma das duas, inventava uma mentira e ficava com uma terceira...
Tudo bem, mentir não é bonito. Mas eu tiro o chapéu para ele.
quinta-feira, novembro 11, 2004
História Feliz
Eles se conheciam desde pequenos. Eram primos de algum grau por aí. Começaram a namorar com 15 anos. Toda a família aprovava o belo casalzinho. Fizeram 18 anos e todo mundo já perguntava pelo casamento. Ele, animadíssimo. Ela, nem tanto.
Ele queria uma esposa, 5 filhos, uma casa grande e um cachorro. Ela queria estudar, viajar, conhecer o mundo e curtir a vida.
Ela não sabia o que fazer. Um belo dia parou num orelhão de um shopping e ligou pra uma outra prima, amiga e confidente.
ELA: " - Ai Ana, não sei mais o que fazer..."
A PRIMA: " - Sobre?..."
ELA: " - Sobre o Mário. Eu gosto dele mas..."
De repende ela ouve uma batidinha na porta da cabine telefônica.
ELA: " - Peraí! Já tô terminando! Que pessoal apressado... Mas então, Ana, eu gosto do Mário, mas é que..."
Outra batidinha na porta da cabine.
ELA: " - Já vou! Já vou! Que coisa!"
A PRIMA - " - Mas é o que Alice?"
ELA: " - É que eu não quero casar com ele de jeito nenhum!"
Outra batida insistente na cabine.
ELA: " - Mas que coisa!!!! Quer ter paciência caramba!"
Quando ela se vira pra brigar com o insistente que não pára de bater na cabine... qual não é a sua surpresa quando vê Mário, parado do lado de fora, os ombros caídos e o semblante triste.
MÁRIO : " - Tudo bem Alice, eu já ouvi tudo, sem querer..."
Depois daquele dia, terminaram o namoro e cada um seguiu pro seu lado. Ela foi viajar. Ele também. Ela foi estudar. Ele também. Seis anos depois ela voltou para o Brasil. Ele estava por aqui.
Reencontraram-se numa reunião da igreja. Saíram depois para conversar. Ela viajara o mundo. Curtira a vida. Ele estudara bastante, crescera muito. Os pais dos dois fizeram gosto no encontro. A família já fazia planos para os dois.
E não é que deu certo mesmo?
Hoje são sócios na mesma empresa. Casados há 18 anos. Cinco filhos. Um cachorro. Uma casa enorme.
E são muito felizes.
* E essa história é verídica. Eu sei porque eu também faço parte dessa família...
Ele queria uma esposa, 5 filhos, uma casa grande e um cachorro. Ela queria estudar, viajar, conhecer o mundo e curtir a vida.
Ela não sabia o que fazer. Um belo dia parou num orelhão de um shopping e ligou pra uma outra prima, amiga e confidente.
ELA: " - Ai Ana, não sei mais o que fazer..."
A PRIMA: " - Sobre?..."
ELA: " - Sobre o Mário. Eu gosto dele mas..."
De repende ela ouve uma batidinha na porta da cabine telefônica.
ELA: " - Peraí! Já tô terminando! Que pessoal apressado... Mas então, Ana, eu gosto do Mário, mas é que..."
Outra batidinha na porta da cabine.
ELA: " - Já vou! Já vou! Que coisa!"
A PRIMA - " - Mas é o que Alice?"
ELA: " - É que eu não quero casar com ele de jeito nenhum!"
Outra batida insistente na cabine.
ELA: " - Mas que coisa!!!! Quer ter paciência caramba!"
Quando ela se vira pra brigar com o insistente que não pára de bater na cabine... qual não é a sua surpresa quando vê Mário, parado do lado de fora, os ombros caídos e o semblante triste.
MÁRIO : " - Tudo bem Alice, eu já ouvi tudo, sem querer..."
Depois daquele dia, terminaram o namoro e cada um seguiu pro seu lado. Ela foi viajar. Ele também. Ela foi estudar. Ele também. Seis anos depois ela voltou para o Brasil. Ele estava por aqui.
Reencontraram-se numa reunião da igreja. Saíram depois para conversar. Ela viajara o mundo. Curtira a vida. Ele estudara bastante, crescera muito. Os pais dos dois fizeram gosto no encontro. A família já fazia planos para os dois.
E não é que deu certo mesmo?
Hoje são sócios na mesma empresa. Casados há 18 anos. Cinco filhos. Um cachorro. Uma casa enorme.
E são muito felizes.
* E essa história é verídica. Eu sei porque eu também faço parte dessa família...
terça-feira, outubro 26, 2004
Não entendo...
Vou falar de um cara. Ele é um dos meus melhores amigos. Há anos. Nos adoramos, passamos mil coisas juntos e eu tenho um carinho muito especial por ele.
À primeira vista ele é um partidão. Bonitão, charmoso, voz de locutor, rico, inteligente, engraçado, estabilizado profissionalmente, educado, aliás, um gentleman.
Digo que ele é um partidão à primeira vista porque tem um probleminha, ou melhor, dois probleminhas.
Em primeiro lugar ele é a encarnação do protótipo de um perfeito cafajeste.
Sabe aquele cara que conhece a garota, leva pro cinema, é todo educado, leva pra jantar, é todo respeitador. Cortejos, flores, luz do luar, cartões românticos, telefonemas inesperados. Durante uma semana ele é tudo isso e mais. Mas basta a garota abrir a guarda, ou melhor, basta a garota dar pra ele, que no dia seguinte ele some do mapa. Literalmente!
Telefones desligados, nunca está em casa, até licença do trabalho ele é capaz de tirar. Os amigos, que já conhecem de cor a história, muitas vezes acabam levando a sobra dos esporros das vítimas. Estamos até acostumados. E adianta falar? Adianta brigar? Adianta nada... Até eu já perdi duas amigas por conta disso. E geralmente são garotas bacanas, que você adoraria ter na sua turma.
Uma vez ele chegou ao cúmulo de inventar pra uma garota que ia ser transferido de Brasília e que nunca mais ia voltar à cidade, só pra convencer a menina de sair com ele. A guria era casada. Sabe aquela história de “despedida”, “uma última vez”, “nunca teremos essa chance novamente” e tal? E não é que colou? Imagina então a cara da guria quando soube que ele não foi embora e continua por aqui aprontando todas?
O outro problema é que ele de vez em quando namora. Até aí tudo bem. Mas em vez dele utilizar o mesmo bom gosto que ele tem quando escolhe uma vítima pra sacanear, ele é muito baixaria na escolha das namoradas. Geralmente a moça tem que ser loira. Loira tingida, nada de loira natural. Tem que ser do tipo gostosona. Não precisa ser necessariamente bonita, mas tem que ter um requisito essencial: TEM que ter cara e jeito de puta.
Ninguém até hoje o entende. Ele fica com mulheres bonitas, inteligentes, legais, mas sacaneia todas. Agora, pra namorar e apresentar pra turma ele tem uma predileção por mulheres vulgares, que não sabem se comportar ou mesmo se vestir normalmente que parece mais uma tara. Ele fica hipnotizado e torce o pescoço no meio da rua pra ver uma dessas passar. E se, no caso, ela for realmente uma “profissional assumida”, vocês acham que ele se faz de rogado? Que nada, ele paga com prazer!
Vai entender os homens...
À primeira vista ele é um partidão. Bonitão, charmoso, voz de locutor, rico, inteligente, engraçado, estabilizado profissionalmente, educado, aliás, um gentleman.
Digo que ele é um partidão à primeira vista porque tem um probleminha, ou melhor, dois probleminhas.
Em primeiro lugar ele é a encarnação do protótipo de um perfeito cafajeste.
Sabe aquele cara que conhece a garota, leva pro cinema, é todo educado, leva pra jantar, é todo respeitador. Cortejos, flores, luz do luar, cartões românticos, telefonemas inesperados. Durante uma semana ele é tudo isso e mais. Mas basta a garota abrir a guarda, ou melhor, basta a garota dar pra ele, que no dia seguinte ele some do mapa. Literalmente!
Telefones desligados, nunca está em casa, até licença do trabalho ele é capaz de tirar. Os amigos, que já conhecem de cor a história, muitas vezes acabam levando a sobra dos esporros das vítimas. Estamos até acostumados. E adianta falar? Adianta brigar? Adianta nada... Até eu já perdi duas amigas por conta disso. E geralmente são garotas bacanas, que você adoraria ter na sua turma.
Uma vez ele chegou ao cúmulo de inventar pra uma garota que ia ser transferido de Brasília e que nunca mais ia voltar à cidade, só pra convencer a menina de sair com ele. A guria era casada. Sabe aquela história de “despedida”, “uma última vez”, “nunca teremos essa chance novamente” e tal? E não é que colou? Imagina então a cara da guria quando soube que ele não foi embora e continua por aqui aprontando todas?
O outro problema é que ele de vez em quando namora. Até aí tudo bem. Mas em vez dele utilizar o mesmo bom gosto que ele tem quando escolhe uma vítima pra sacanear, ele é muito baixaria na escolha das namoradas. Geralmente a moça tem que ser loira. Loira tingida, nada de loira natural. Tem que ser do tipo gostosona. Não precisa ser necessariamente bonita, mas tem que ter um requisito essencial: TEM que ter cara e jeito de puta.
Ninguém até hoje o entende. Ele fica com mulheres bonitas, inteligentes, legais, mas sacaneia todas. Agora, pra namorar e apresentar pra turma ele tem uma predileção por mulheres vulgares, que não sabem se comportar ou mesmo se vestir normalmente que parece mais uma tara. Ele fica hipnotizado e torce o pescoço no meio da rua pra ver uma dessas passar. E se, no caso, ela for realmente uma “profissional assumida”, vocês acham que ele se faz de rogado? Que nada, ele paga com prazer!
Vai entender os homens...
quarta-feira, outubro 20, 2004
Mito 2
Não vou discutir conceito filosóficos, fisiológicos, antropológicos, sociais, neuróticos e afins. Nem vou particularizar, entrar em exceções. Vou falar do grosso (uepa!), mesmo.
Mulheres são delicadas. O universo feminino é feito de coisas delicadas. Sedas, espumas, brilhos, perfumes. Tudo lembra suavidade...
Mas o equilíbrio é o caminho. E, como diria Rita Lee, no fim, tudo vira bosta. É claro que temos um lado abajour-lilás-com-franjas-de-miçangas, mas um pouco de rudeza, no momento certo, não mata ninguém. Muito ao contrário.
Eu sou baixinha. Agora, que resolvi encarar o meu PD (Plano Deusa) de maneira séria e responsável, estou cada vez menor. Existe menos de mim no mundo. Passo essa idéia de delicadeza, de meiguice (passo outras idéias, também, mas essas estão fora do contexto). Aí, os homens acham que eu sou feita de porcelana. Que não podem me tocar com mais força, que eu quebro. Acham também que eu não sei falar. Que eu não sei escolher vinho, que eu não sei escolher um prato no restaurante, que o garçom não vai entender o meu dialeto de mulherzinha. Que eu não sei trocar pneu de carro, que, ao menor sinal de pânico, eu devo ligar para o cavalheiro da vez. Este tirará seu cavalo branco da garagem, desembainhará sua espada e virá resgatar a donzela (kkkkk) em perigo.
Façamos um teste: pergunte para a mulher mais próxima qual é a fantasia sexual dela. Se alguma disser que se imagina em uma torre, vestindo aquelas roupas medievais, de tranças no cabelo, recebendo a visita de um príncipe almofadinha, cheirando a talco, com laquê no cabelo e com as unhas feitas, prende. Prende e manda para estudo. Desculpem, amigas, mas não é normal...
Tem príncipe no Clube das Mulheres? Nunca vi. Já vi bombeiro, índio, dom juan, zorro. O único british man que eu vejo arrancando suspiros é o Hugh Grant. Os outros têm aquele ar de bibelô de penteadeira de vó.
Conclusão: nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Sabe aquele ditado da &%$* na cama e da dama na sociedade? Vale o equivalente masculino: podem ser bibelôs por alguns minutos, em algumas situações. Mas, por favor, a etiqueta da cama desaconselha o uso de determinadas palavras. Princesa, por exemplo...
**************************************************************************
O TEXTO ACIMA EXPRESSA A OPINIÃO DA AUTORA. O BLOG NÃO NECESSARIAMENTE COMPACTUA COM AS IDÉIAS EXPRESSAS.
Mulheres são delicadas. O universo feminino é feito de coisas delicadas. Sedas, espumas, brilhos, perfumes. Tudo lembra suavidade...
Mas o equilíbrio é o caminho. E, como diria Rita Lee, no fim, tudo vira bosta. É claro que temos um lado abajour-lilás-com-franjas-de-miçangas, mas um pouco de rudeza, no momento certo, não mata ninguém. Muito ao contrário.
Eu sou baixinha. Agora, que resolvi encarar o meu PD (Plano Deusa) de maneira séria e responsável, estou cada vez menor. Existe menos de mim no mundo. Passo essa idéia de delicadeza, de meiguice (passo outras idéias, também, mas essas estão fora do contexto). Aí, os homens acham que eu sou feita de porcelana. Que não podem me tocar com mais força, que eu quebro. Acham também que eu não sei falar. Que eu não sei escolher vinho, que eu não sei escolher um prato no restaurante, que o garçom não vai entender o meu dialeto de mulherzinha. Que eu não sei trocar pneu de carro, que, ao menor sinal de pânico, eu devo ligar para o cavalheiro da vez. Este tirará seu cavalo branco da garagem, desembainhará sua espada e virá resgatar a donzela (kkkkk) em perigo.
Façamos um teste: pergunte para a mulher mais próxima qual é a fantasia sexual dela. Se alguma disser que se imagina em uma torre, vestindo aquelas roupas medievais, de tranças no cabelo, recebendo a visita de um príncipe almofadinha, cheirando a talco, com laquê no cabelo e com as unhas feitas, prende. Prende e manda para estudo. Desculpem, amigas, mas não é normal...
Tem príncipe no Clube das Mulheres? Nunca vi. Já vi bombeiro, índio, dom juan, zorro. O único british man que eu vejo arrancando suspiros é o Hugh Grant. Os outros têm aquele ar de bibelô de penteadeira de vó.
Conclusão: nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Sabe aquele ditado da &%$* na cama e da dama na sociedade? Vale o equivalente masculino: podem ser bibelôs por alguns minutos, em algumas situações. Mas, por favor, a etiqueta da cama desaconselha o uso de determinadas palavras. Princesa, por exemplo...
**************************************************************************
O TEXTO ACIMA EXPRESSA A OPINIÃO DA AUTORA. O BLOG NÃO NECESSARIAMENTE COMPACTUA COM AS IDÉIAS EXPRESSAS.
terça-feira, outubro 19, 2004
BOMBA
Nada contra músculos. Pelo contrário, todo mundo gosta de olhar pra um corpitcho sarado e talz. Nada de músculos em excesso. O exagero é feio.
Uma vez namorei um cara marombeiro. Professor de musculação, tinha um corpo bem sarado e musculoso. Só pensava em malhar. Estudar, ler, assistir a um noticiário, uma peça de teatro, nem pensar. E mais: pra ajudar a musculatura a ganhar volume ele tomava bomba. Que merda.
Era daqueles que chamavam atenção na rua, desfilando com roupas justas, camisetas baby look, depilava o peito, todo vaidoso. Nada demais até aí.
O primeiro problema é que ele era meio burro. Limitado, sabe? Conhecimentos gerais: zero. Ficava deslocado com minha turma de amigos. E com a turma dele o assunto era só malhação. O outro problema é que quanto mais ele tomava bomba, menos ele dava no couro.
Quando você não está planejando casar com o cara, passar o resto da sua vida com ele, ou mesmo entabular longos papos-cabeça, um gostosão é um bom passatempo. Mas tem que dar no couro, pelo menos.
Experiência própria garotas, quanto mais bomba o rapaz tomava, mais ele deixava a desejar na cama. Desempenho "sequiçual" fraquérrimo... e depois reinava um constrangedor silêncio, já que assunto não existia.
O namoro dançou, claro. E eu nunca mais olhei pra outro marombeiro.
Conselho aos rapazes: seus músculos à base de "bombas" podem até funcionar na rua, mas entre quatro paredes seu principal músculo vai ser um fiasco... Então decidam: se forem malhar os músculos à base de bomba, malhem um pouquinho o cérebro também. Ou vão oferecer o que à mulherada?
Uma vez namorei um cara marombeiro. Professor de musculação, tinha um corpo bem sarado e musculoso. Só pensava em malhar. Estudar, ler, assistir a um noticiário, uma peça de teatro, nem pensar. E mais: pra ajudar a musculatura a ganhar volume ele tomava bomba. Que merda.
Era daqueles que chamavam atenção na rua, desfilando com roupas justas, camisetas baby look, depilava o peito, todo vaidoso. Nada demais até aí.
O primeiro problema é que ele era meio burro. Limitado, sabe? Conhecimentos gerais: zero. Ficava deslocado com minha turma de amigos. E com a turma dele o assunto era só malhação. O outro problema é que quanto mais ele tomava bomba, menos ele dava no couro.
Quando você não está planejando casar com o cara, passar o resto da sua vida com ele, ou mesmo entabular longos papos-cabeça, um gostosão é um bom passatempo. Mas tem que dar no couro, pelo menos.
Experiência própria garotas, quanto mais bomba o rapaz tomava, mais ele deixava a desejar na cama. Desempenho "sequiçual" fraquérrimo... e depois reinava um constrangedor silêncio, já que assunto não existia.
O namoro dançou, claro. E eu nunca mais olhei pra outro marombeiro.
Conselho aos rapazes: seus músculos à base de "bombas" podem até funcionar na rua, mas entre quatro paredes seu principal músculo vai ser um fiasco... Então decidam: se forem malhar os músculos à base de bomba, malhem um pouquinho o cérebro também. Ou vão oferecer o que à mulherada?
terça-feira, outubro 05, 2004
História triste
Há muito tempo eu tive uma amiga muito querida. Ela veio de Petrópolis pra Brasília e não conhecia ninguém. Sua família veio transferida porque seu pai era responsável pela rede elétrica da parte nova do Parkshopping. Nos conhecemos no último ano do 2º grau. Ficamos grudadas.
Ela era tímida, quieta e muito, mas muito estudiosa. Eu era bagunceira, faladeira, mas tinha meu lado CDF. Eu prestaria vestibular para Comunicação e Relações Internacionais. Ela para medicina. Era a sua paixão. Sonhava em ser médica desde pequena. Seu pai lhe dizia que tinha dedos longos, bons para operar. Não vivia para outra coisa.
Prestamos o vestibular. Eu passei e ela não. Ela continuava estudando muito, fazendo cursinho, perseguindo seu sonho. Tentou o vestibular outras vezes e nada. Mas nunca pensou em desistir. Até que um dia ela conheceu um cara.
Ele era paulista, alto, loiro, olhos claros e bem bonito. Veio transferido pra cá pra trabalhar junto com o pai dela e também não conhecia ninguém aqui. Nada mais normal do que começar a frequentar a casa da moça. Daí para o namoro, foi um pulo. Em pouco tempo começaram a fazer planos de se casarem.
Só não me perguntem o porquê, mas eu nunca fui com a cara do sujeito. Podia ser ciúme, já que ela começou a passar muito mais tempo com ele do que comigo. Ou porque ele começou a não querer que ela saísse sem ele. Ou só comigo. Ou porque depois ele começou a proibir, sim PROIBIR as saídas dela, controlando até mesmo o horário que ela chegava do cursinho ou da academia.
Aliás, academia, nem pensar. Nada de ficar desfilando e suando para um bando de marombeiros. Cursinho pra que? Pensando bem, que história é essa de vestibular pra medicina? Ele queria uma esposa em casa, que cuidasse dele e dos filhos que iriam ter, por isso, nada de medicina, nada de hospitais e plantões de madrugada, fora do alcance de sua vigilância. Eu achando aquilo o maior dos absurdos.
Foi quando ela mudou. Desistiu das saídas. Desistiu dos poucos amigos. Desistiu da academia. Desistiu do cursinho. Desistiu do vestibular pra medicina. Matriculou-se num curso particular de técnico em enfermagem. Vivia para ele. Agora mais do que nunca eu continuava nutrindo uma antipatia gigantesca contra ele.
Ela engravidou. Casaram-se aqui em Brasília. Parecia um conto de fadas. Ela era linda, ele era lindo, as famílias dos dois eram lindas e de boa procedência. O casamento foi lindo. Foram embora de Brasília. Foram morar na cidade dele em São Paulo.
Na despedida vi que minha amiga não estava feliz. Mas vi também que ela queria muito tentar. Queria dizer a ela que estava tentando da maneira errada, que ela não precisava se anular pra ser feliz. Queria contar pra ela como eu me sentia em relação ao seu marido. Mas não disse nada. Ela também não. Senti que naquele instante estava dizendo adeus pra minha amiga, pra sempre. Ela também sentiu.
Meses se passaram sem notícias, o que eu já esperava. Acabava sabendo das coisas através de uma amiga da mãe dela que morava aqui. Fiquei sabendo do nascimento do bebê, um menino. Saudável e lindo. Fiquei sabendo que minha amiga era a própria esposa dedicada e dona de casa esmerada. Não trabalhava, não estudava. Nada. Eu ficava revoltada. Mas segundo as notícias ela parecia feliz.
Dois meses depois do nascimento do bebê, outra notícia. Minha amiga fugiu com os pais para o interior do sul do país. Fugia do marido. Depois da segunda surra que ele havia dado nela, quebrando-lhe os ossos da face direita e afundando seu rosto. A primeira surra havia sido quando ela ainda estava grávida.
Até hoje não sei onde minha amiga está morando. Sei que o marido passou um bom tempo à procura dela. Não tenho mais notícias e ninguém que possa fornecer um contato. Só rezo pra que ela esteja bem. E até hoje, passados quase 15 anos, continuo com raiva do tal sujeito.
Ela era tímida, quieta e muito, mas muito estudiosa. Eu era bagunceira, faladeira, mas tinha meu lado CDF. Eu prestaria vestibular para Comunicação e Relações Internacionais. Ela para medicina. Era a sua paixão. Sonhava em ser médica desde pequena. Seu pai lhe dizia que tinha dedos longos, bons para operar. Não vivia para outra coisa.
Prestamos o vestibular. Eu passei e ela não. Ela continuava estudando muito, fazendo cursinho, perseguindo seu sonho. Tentou o vestibular outras vezes e nada. Mas nunca pensou em desistir. Até que um dia ela conheceu um cara.
Ele era paulista, alto, loiro, olhos claros e bem bonito. Veio transferido pra cá pra trabalhar junto com o pai dela e também não conhecia ninguém aqui. Nada mais normal do que começar a frequentar a casa da moça. Daí para o namoro, foi um pulo. Em pouco tempo começaram a fazer planos de se casarem.
Só não me perguntem o porquê, mas eu nunca fui com a cara do sujeito. Podia ser ciúme, já que ela começou a passar muito mais tempo com ele do que comigo. Ou porque ele começou a não querer que ela saísse sem ele. Ou só comigo. Ou porque depois ele começou a proibir, sim PROIBIR as saídas dela, controlando até mesmo o horário que ela chegava do cursinho ou da academia.
Aliás, academia, nem pensar. Nada de ficar desfilando e suando para um bando de marombeiros. Cursinho pra que? Pensando bem, que história é essa de vestibular pra medicina? Ele queria uma esposa em casa, que cuidasse dele e dos filhos que iriam ter, por isso, nada de medicina, nada de hospitais e plantões de madrugada, fora do alcance de sua vigilância. Eu achando aquilo o maior dos absurdos.
Foi quando ela mudou. Desistiu das saídas. Desistiu dos poucos amigos. Desistiu da academia. Desistiu do cursinho. Desistiu do vestibular pra medicina. Matriculou-se num curso particular de técnico em enfermagem. Vivia para ele. Agora mais do que nunca eu continuava nutrindo uma antipatia gigantesca contra ele.
Ela engravidou. Casaram-se aqui em Brasília. Parecia um conto de fadas. Ela era linda, ele era lindo, as famílias dos dois eram lindas e de boa procedência. O casamento foi lindo. Foram embora de Brasília. Foram morar na cidade dele em São Paulo.
Na despedida vi que minha amiga não estava feliz. Mas vi também que ela queria muito tentar. Queria dizer a ela que estava tentando da maneira errada, que ela não precisava se anular pra ser feliz. Queria contar pra ela como eu me sentia em relação ao seu marido. Mas não disse nada. Ela também não. Senti que naquele instante estava dizendo adeus pra minha amiga, pra sempre. Ela também sentiu.
Meses se passaram sem notícias, o que eu já esperava. Acabava sabendo das coisas através de uma amiga da mãe dela que morava aqui. Fiquei sabendo do nascimento do bebê, um menino. Saudável e lindo. Fiquei sabendo que minha amiga era a própria esposa dedicada e dona de casa esmerada. Não trabalhava, não estudava. Nada. Eu ficava revoltada. Mas segundo as notícias ela parecia feliz.
Dois meses depois do nascimento do bebê, outra notícia. Minha amiga fugiu com os pais para o interior do sul do país. Fugia do marido. Depois da segunda surra que ele havia dado nela, quebrando-lhe os ossos da face direita e afundando seu rosto. A primeira surra havia sido quando ela ainda estava grávida.
Até hoje não sei onde minha amiga está morando. Sei que o marido passou um bom tempo à procura dela. Não tenho mais notícias e ninguém que possa fornecer um contato. Só rezo pra que ela esteja bem. E até hoje, passados quase 15 anos, continuo com raiva do tal sujeito.
quinta-feira, setembro 30, 2004
Me dá seu telefone?
Já escrevi sobre a tortura que é para as mulheres esperar o telefonema de algum rapaz. Agora vou falar sobre uma pequena maldade que todas nós mulheres, já cometemos alguma vez nessa vida: dar o telefone errado.
Por que fazemos isso? Não é tão fácil responder porque na verdade existem motivos dos mais variados. Mas em geral é porque alguns rapazes, mais os da espécie "Homens-Polvo", são tão chatos, mas tão chatos, que não sossegam enquanto não forem enganados.
Muitas e muitas vezes, ao dispensar um cara, a mulher escuta elogios como: baranga, sapatão, vadia e por aí vai. Pra nos poupar desses comentários deliciosos, ou mesmo quando a garota não tem muito jeito pra dispensar o moçoilo insistente, é batata: telefone errado.
Da mesma forma quando sabemos que aquilo não vai dar em nada, que a ficada foi boa (ou nem tanto), mas não vale a espera por um telefonema no dia seguinte, não é toda mulher que tem as caras pra dizer: "Telefone? Cai na real amigo, isso aqui foi uma noite e nada mais!"
E, convenhamos, não é todo cara que está pronto pra ouvir uma dessas!
Eu mesma, na minha adolescência, juntamente com minha fiel companheira de farra, Michelle, quando queria dispensar um pentelho dava sempre o mesmo telefone. Ela também. Isso aconteceu durante anos. Lembro até hoje do número. Lembro também de uma vez que ligamos pro tal número só de curiosidade, pra ver o que acontecia. Fomos xingadas pra valer...
Tenho uma amiga que até hoje dá o número do antigo celular dela, que está desativado. E por aí vai...
Estou aqui admitindo que isso não é legal. Todas nós sabemos disso. Quem disse que somos perfeitas? Mas o fato de não conseguirmos dispensar os rapazes sem que os enganemos, também conta com a ajuda deles.
Se eles conseguirem lidar com o fato de serem rejeitados com mais naturalidade, talvez nós possamos conseguir ser menos sacanas.
Portanto rapazes, quando não quisermos dar nossos telefones, por favor, não insistam, ou podem acabar ligando pra padaria da esquina no dia seguinte. A ficada pode não ter sido tão boa assim e a garota pode não querer repeti-la e nem querer mais olhas na sua cara (assim como vocês). Ah! E mulher também gosta de sexo por sexo, uma noite e nada mais, sem querer ficar esperando por um telefonema no dia seguinte.
Juro que estamos tentando fazer um esforço sobre-humano para parar com essa mania. Mas vocês bem que podiam colaborar...
Por que fazemos isso? Não é tão fácil responder porque na verdade existem motivos dos mais variados. Mas em geral é porque alguns rapazes, mais os da espécie "Homens-Polvo", são tão chatos, mas tão chatos, que não sossegam enquanto não forem enganados.
Muitas e muitas vezes, ao dispensar um cara, a mulher escuta elogios como: baranga, sapatão, vadia e por aí vai. Pra nos poupar desses comentários deliciosos, ou mesmo quando a garota não tem muito jeito pra dispensar o moçoilo insistente, é batata: telefone errado.
Da mesma forma quando sabemos que aquilo não vai dar em nada, que a ficada foi boa (ou nem tanto), mas não vale a espera por um telefonema no dia seguinte, não é toda mulher que tem as caras pra dizer: "Telefone? Cai na real amigo, isso aqui foi uma noite e nada mais!"
E, convenhamos, não é todo cara que está pronto pra ouvir uma dessas!
Eu mesma, na minha adolescência, juntamente com minha fiel companheira de farra, Michelle, quando queria dispensar um pentelho dava sempre o mesmo telefone. Ela também. Isso aconteceu durante anos. Lembro até hoje do número. Lembro também de uma vez que ligamos pro tal número só de curiosidade, pra ver o que acontecia. Fomos xingadas pra valer...
Tenho uma amiga que até hoje dá o número do antigo celular dela, que está desativado. E por aí vai...
Estou aqui admitindo que isso não é legal. Todas nós sabemos disso. Quem disse que somos perfeitas? Mas o fato de não conseguirmos dispensar os rapazes sem que os enganemos, também conta com a ajuda deles.
Se eles conseguirem lidar com o fato de serem rejeitados com mais naturalidade, talvez nós possamos conseguir ser menos sacanas.
Portanto rapazes, quando não quisermos dar nossos telefones, por favor, não insistam, ou podem acabar ligando pra padaria da esquina no dia seguinte. A ficada pode não ter sido tão boa assim e a garota pode não querer repeti-la e nem querer mais olhas na sua cara (assim como vocês). Ah! E mulher também gosta de sexo por sexo, uma noite e nada mais, sem querer ficar esperando por um telefonema no dia seguinte.
Juro que estamos tentando fazer um esforço sobre-humano para parar com essa mania. Mas vocês bem que podiam colaborar...
terça-feira, setembro 28, 2004
Homens-Polvo de Vênus e Mulheres-Tilápia de Marte
Outro dia eu estava assistindo a um episódio do Sex and the City no qual a Charllote tenta comprar um livro de auto-ajuda em uma livraria, mas se sente envergonhada e acaba encomendando o mesmo livro pela internet. Aí eu me lembrei de um livro que uma amiga muito querida recomendou que eu lesse. Acho que o nome era "Enquanto o Amor não Vem". Ou algo parecido. Eu ainda não li. Pode parecer besteira, mas eu ainda estou na fase da negação.
Não sou uma feminista de carteirinha. Sou a favor do ser humano, independentemente do sexo. Não gosto de pessoas que se depreciam, sejam homens ou mulheres. Mas também sei reconhecer as diferenças entre o universo feminino e o masculino. O fiel dessa balança? O respeito. Faltando esse respeito, começam a aparecer os mitos. E, de repente, coisas simples que fazíamos com os pés nas costas (algumas pessoas fazem com os pés no pescoço, com as mãos no lustre... muitas variações), como nos relacionar com alguém do sexo oposto, começam a exigir manuais. E aí aparecem os mitos. E os micos.
(Agora, tira as crianças da sala, que eu vou falar de sexo!)
Mito 1
Homens transam por tesão, mulheres só conseguem transar se houver envolvimento.
Você ainda acredita nisso? No coelhinho da Páscoa e em Papai Noel também? Peraí! Concedo o fato de que os homens têm um nível de excitação mais visual. É muito difícil (não impossível) você escutar que uma mulher está louca para transar com um cara que ela só está vendo por foto. Precisa haver todo um contexto, a figura precisa ser um mecânico, ou um bombeiro, ou um guarda, ou um médico, ou um stripper besuntado de óleo de amêndoas e... deixa para lá!
O fato é que o mito é verdadeiro. Mulheres só conseguem transar se houver um envolvimento. Só que esse envolvimento pode ser dela com ela mesma. Tipo "hoje estou a fim de dar uma". E o que os homens não entendem é que nós podemos sim aplicar a máxima do "lavou tá novo". Podemos sim ser cafajestes. Podemos transar e não querer mais ver a figura. Podemos gostar só do sexo e abominar a figura na "vida real". Podemos ter um "enorme carinho" e "não querer perder a amizade" da figura.
As coisas são muito mais simples do que pensamos. Vale sempre usar a sinceridade e a honestidade, coisas que, apesar de serem semelhantes, são bem diferentes.
Senão, daqui a pouco, vamos estar lendo livros com os seguintes títulos: "Como Abrir a Boca e Mastigar – Um Manual para a Alimentação Suave", "Um para dentro, Outro para fora – Aprenda a Respirar Brincando"...
Não sou uma feminista de carteirinha. Sou a favor do ser humano, independentemente do sexo. Não gosto de pessoas que se depreciam, sejam homens ou mulheres. Mas também sei reconhecer as diferenças entre o universo feminino e o masculino. O fiel dessa balança? O respeito. Faltando esse respeito, começam a aparecer os mitos. E, de repente, coisas simples que fazíamos com os pés nas costas (algumas pessoas fazem com os pés no pescoço, com as mãos no lustre... muitas variações), como nos relacionar com alguém do sexo oposto, começam a exigir manuais. E aí aparecem os mitos. E os micos.
(Agora, tira as crianças da sala, que eu vou falar de sexo!)
Mito 1
Homens transam por tesão, mulheres só conseguem transar se houver envolvimento.
Você ainda acredita nisso? No coelhinho da Páscoa e em Papai Noel também? Peraí! Concedo o fato de que os homens têm um nível de excitação mais visual. É muito difícil (não impossível) você escutar que uma mulher está louca para transar com um cara que ela só está vendo por foto. Precisa haver todo um contexto, a figura precisa ser um mecânico, ou um bombeiro, ou um guarda, ou um médico, ou um stripper besuntado de óleo de amêndoas e... deixa para lá!
O fato é que o mito é verdadeiro. Mulheres só conseguem transar se houver um envolvimento. Só que esse envolvimento pode ser dela com ela mesma. Tipo "hoje estou a fim de dar uma". E o que os homens não entendem é que nós podemos sim aplicar a máxima do "lavou tá novo". Podemos sim ser cafajestes. Podemos transar e não querer mais ver a figura. Podemos gostar só do sexo e abominar a figura na "vida real". Podemos ter um "enorme carinho" e "não querer perder a amizade" da figura.
As coisas são muito mais simples do que pensamos. Vale sempre usar a sinceridade e a honestidade, coisas que, apesar de serem semelhantes, são bem diferentes.
Senão, daqui a pouco, vamos estar lendo livros com os seguintes títulos: "Como Abrir a Boca e Mastigar – Um Manual para a Alimentação Suave", "Um para dentro, Outro para fora – Aprenda a Respirar Brincando"...
Assinar:
Postagens (Atom)